• Fonte: Sistema Ocepar

Plantio das lavouras da Safra de Verão avança e produtores antecipam venda da soja


O plantio das lavouras de grãos de verão da safra 2015/16 avança no Paraná. A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta para uma colheita de 22,3 milhões de toneladas, com destaque para nova safra recorde de soja de quase 18 milhões de toneladas.

Safra - A safra total de 2015 está quase no fim, com metade do trigo já colhido. O volume de grãos está atingindo recorde de 38,3 milhões de toneladas, 7% a mais que na safra total anterior.

Soja - A expectativa de recorde na soja é animadora para os produtores, de acordo com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norbeto Ortigara. A soja é o grão que apresenta maior liquidez, considerando a influência do mercado internacional nas cotações da commoditie, e menor risco em relação às variações de clima na comparação com o milho, segundo grão mais plantado no Estado na safra de verão. “Vamos torcer para que o El Niño colabore e tudo corra bem para concretização do plantio e uma boa colheita”, diz Ortigara.

Alerta - O diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, ressalta que, embora o clima seja de euforia para as exportações das principais commodities, é preciso ficar atento às movimentações do mercado. “É importante que os produtores façam um planejamento para comercialização da próxima safra e aproveitem os momentos de alta para obter boa rentabilidade média”, orientou. Segundo Simioni, é importante olhar para o que ocorre no mundo, que tenta dimensionar quais serão os efeitos da queda no crescimento econômico, e para a demanda da China, nossa maior importadora.

Venda antecipada - A soja mal começou a ser plantada no Paraná e os agricultores já venderam 28% da safra prevista. Há um ano, apenas 5% estavam comercializados. Nos últimos três anos, a venda antecipada de soja em início de plantio foi de 18%. O cenário positivo é reflexo do câmbio do dólar: o produto brasileiro ficou bem mais atraente aos compradores. “Eles estão levando mais soja com menos dólares”, disse o economista Marcelo Garrido, chefe da Conjuntura Agropecuária do Deral.

Aumento no preço - Além do câmbio, a comercialização da soja foi beneficiada com um aumento de 10% no preço. Em agosto, a saca de soja foi vendida, em média, a R$ 63,30. Neste mês de setembro, chega a R$ 70,00, reflexo do aumento da demanda pelo produto.

Avanço - O plantio de soja da safra 2015/16 já avançou 5% sobre a estimativa de área, que cresceu um pouco mais e a cultura deverá ocupar 5,2 milhões de hectares, mais de 86% da área agricultável no Estado. A produção prevista é de 17,97 milhões de toneladas, 6% acima da safra passada, de 16,95 milhões de toneladas.

Expectativa confirmada - O Deral confirma as expectativas de área e produção recorde para a soja 15/16 e as máquinas já estão em campo, principalmente no Oeste e Centro-Oeste, nas regiões de Campo Mourão, Cascavel e Toledo, que historicamente plantam mais cedo. Segundo Garrido, a expectativa de chuvas em todo o Estado neste fim de semana restabelece a regularidade necessária para a continuidade do plantio da soja.

Milho - A expectativa de aumento nas exportações também beneficia o milho, que nesta primeira safra ocupa a menor área plantada da história. A área é 18% inferior a do mesmo período de 2014, quando o plantio ocupou 542.310 hectares. Cerca de 40% da área, que deverá atingir 443.911 hectares, já foi plantada.

Produção - A previsão de produção de milho da primeira safra 15/16 é de 3,8 milhões de toneladas. Com esse volume, a primeira safra de milho deixa de ser, definitivamente, a principal. O posto passou a ser ocupado pelo milho safrinha, que está com 98% da safra colhida. A colheita de milho safrinha deverá bater recorde, com 11,3 milhões de toneladas.

Situação boa - Segundo Edmar Gervásio, técnico do Deral, no momento a situação das lavouras é boa, com a expectativa da ocorrência de chuvas para acelerar o plantio. Ele conta que há muitas regiões com umidade do ar baixa e temperaturas altas, o que prejudica o plantio. Porém, a previsão de primavera e verão chuvosos preocupa, pois pode prejudicar o desenvolvimento da safra.

Cenário econômico - O cenário econômico, com dólar valorizado, também beneficia o milho, que é uma commodity, portanto com preços ditados pela bolsa de Chicago (EUA). Em um mês, as cotações avançaram 16,3%, passando de R$ 20,89 a saca em agosto para R$ 24,30 em setembro.

Demanda interna - A valorização é motivada tanto pela demanda interna, aquecida por causa do crescimento das cadeias de suínos e aves, como pela elevação do câmbio, explicou Gervásio. O atendimento ao mercado interno gerou expectativa de redução da oferta e o preço aumentou. Mesmo atendendo o mercado interno, o Paraná espera elevar as exportações do milho de 3 milhões de toneladas, em 2014, para 3,5 milhões de toneladas, neste ano. O principal mercado do milho paranaense está na Ásia e Oriente Médio - especificamente no Vietnã, Japão e Irã. O Brasil inteiro deverá exportar 30 milhões de toneladas de milho neste ano.

Feijão - O feijão é a cultura com plantio mais avançado, com 42% da área prevista já plantada. A primeira safra deverá ocupar 182.109 hectares, 6% menos que no mesmo período do ano passado, quando a área plantada atingiu 192.731 hectares. A previsão de produção é de 337 mil toneladas, 4% acima da anterior, que atingiu volume de 324.566 toneladas.

Excesso de calor - Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador, os produtores de feijão estão sentindo os efeitos do excesso de calor, que pode comprometer a continuidade do plantio. O cenário deve melhorar a partir deste fim de semana, com a ocorrência das chuvas.

Entressafra - Como o feijão está em período de entressafra e não há produto disponível da produção estadual, o mercado reagiu. O feijão que está no varejo vem de outros Estados e por isso o preço subiu. O valor da saca do feijão de cor avançou 6%, passou de R$ 108,00 em agosto para R$ 116,00 em setembro. O feijão preto teve alta de 8%, passou de R$ 87,80 em agosto para R$ 95,00 neste mês.

Mandioca - A área plantada com mandioca também perde espaço nesta safra 2015/16. Os produtores estão insatisfeitos com a desvalorização da raiz, que está sendo vendida abaixo do preço mínimo. Segundo o economista Methódio Groxco, do Deral, o produtor tem prejuízo de R$ 61,00 por tonelada. A área plantada cai 11%, passou de 156.411 hectares em 2014 para 138.900 hectares neste ano. A previsão de produção também diminui. Em 2014, foram colhidas 4,22 milhões de toneladas e a previsão neste ano é colher 3,82 milhões de toneladas, uma queda de 9%.

Trigo - O Deral está constatando os efeitos do excesso de chuvas ocorrido em julho sobre as lavouras de trigo. Com o avanço da colheita em metade da área plantada, foi possível identificar perda de 20% da produção. As perdas deverão se ajustar em 10% para o total da safra, prevê o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho.

Preocupação - O que preocupa no momento é a ocorrência de chuvas na colheita. Uma primavera chuvosa, prevista pelos principais institutos de pesquisa do clima do País, poderá prejudicar parte da outra metade safra de trigo que está para ser colhida.

Safra - Com as perdas já previstas, o Deral estima uma safra de 3,6 milhões de toneladas, volume 6% menor que em 2014, quando a safra atingiu 3,8 milhões de toneladas.

Elevação - Apesar da queda já prevista na produção, os produtores estão de olho na elevação do preço do trigo, por causa da valorização do dólar. Está caro para os moinhos importarem o grão e a tendência é que eles comprem a safra nacional.

Moinhos - Segundo Godinho, neste ano os moinhos estão abastecidos com o trigo nacional. A colheita já feita no Paraná é suficiente para suprir o mercado brasileiro por um mês e meio. Depois disso, ainda há a safra gaúcha e metade da safra paranaense para entrar no mercado.

Aquisição - Os moinhos já compraram mais de 600 mil toneladas, o dobro das compras feitas no ano passado na mesma época. Em 2014, a média de vendas de trigo para os moinhos nesse período chegou a 300 mil toneladas. A média de venda nos últimos cinco anos foi de 250 mil toneladas.

Demanda - Segundo Godinho, a demanda alta ainda não beneficiou o agricultor, que está recebendo valores defasados em relação aos preços internacionais. Em agosto, o preço médio mensal da saca de trigo foi de R$ 33,59, ainda abaixo do preço mínimo de R$ 34,99. Se convertido em dólar, o preço do trigo nacional está 29% abaixo do preço do trigo argentino.

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