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Ferrugem Asiática: Produtor deve ficar em alerta


Os casos registrados de ferrugem asiática em lavouras de soja no Brasil mais do que dobraram no último mês, com os focos concentrados no Sul do país, onde as chuvas têm sido acima da média histórica em função do fenômeno El Niño. A informação foi divulgada pela Agência Reuters.

Os relatos de ferrugem desde o início de junho até o momento totalizam 136 casos no Brasil, sendo 63 no Paraná e 43 no Rio Grande do Sul, segundo o Consórcio Antiferrugem, uma parceria público-privada criada há mais de uma década para monitorar a presença da doença fúngica.

A ferrugem já causou grandes prejuízos ao setor produtivo nos momentos em que não foi combatida adequadamente no país. Em novembro, os registros no Brasil totalizavam 66 casos. Um ano atrás, na safra 2014/15, eram 60 casos relatados.

A ferrugem, que prejudica o desenvolvimento das plantas, pode ser controlada com a aplicação de fungicidas. Especialistas dizem que os produtores brasileiros têm experiência em controlar a doença, mas as aplicações de defensivos tendem a elevar os custos de operação das fazendas.

Evitar que uma lavoura de soja tenha ferrugem é uma tarefa difícil. Mas é possível evitar que a doença atinja altas severidades, ou seja, evitar que a situação fuja do controle do agricultor. Para isso, é importante que o agricultor esteja pronto para realizar a pulverização de fungicidas assim que for necessário, seja pela ocorrência da doença ou de forma preventiva.

Não é novidade que fungicidas do grupo dos triazóis, quando aplicados sozinhos, não têm proporcionado um controle eficiente da ferrugem. Os fungicidas, na verdade, não sofrem nenhuma mudança, mas o fungo sofre alterações que lhe permitem sobreviver ao fungicida. Esse processo é acentuado com o uso constante de fungicidas com o mesmo princípio ativo, com o emprego de doses diferentes das recomendadas, com aplicações mal realizadas ou em momentos inadequados. E é justamente por esses motivos que a escolha do fungicida e os cuidados no momento da aplicação são fundamentais para a eficiência do controle.

O cooperado da Bom Jesus tem a assistência técnica, que é essencial para o combate a ferrugem asiática e orienta sobre as etapas para combater a doença. De acordo com especialistas, com relação à escolha do fungicida, dois fatores devem ser observados. O primeiro deles é a composição química: recomenda-se optar por fungicidas formulados com misturas de princípios ativos de grupos químicos diferentes, como triazol e estrobilurina, porque cada um tem um modo de ação diferente sobre a doença, o que faz aumentar a chance de sucesso no controle.

O segundo fator a ser observado na escolha do fungicida é a exposição dos princípios ativos citados ao fungo. Devemos evitar o uso repetitivo de um mesmo fungicida ou seu uso em áreas muito extensas.

Mas não é só isso, pois outros cuidados também são importantes. Com relação ao momento da aplicação do fungicida, devemos lembrar que a eficiência de aplicação, e consequentemente o controle da doença, diminui muito quando a operação é realizada com ventos acima de 8 km/h, temperaturas acima de 30 graus celsius ou umidade relativa do ar abaixo de 55%. Por isso as aplicações devem, preferencialmente, ser realizadas no início ou no final do dia, quando as condições atmosféricas são mais favoráveis. Observadas essas recomendações, as chances de sucesso no controle da ferrugem asiática da soja são, certamente, muito maiores.

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