• Diair Portes.

Sucessão Familiar X Cooperativismo


O cooperado e conselheiro administrativo da Bom Jesus Vilmar Opalinski mora com a família no II Faxinal, interior da Lapa. Nesta safra cultivou 53 alqueires de soja e seis de batata – entre safra e safrinha. “Os investimentos na lavoura são necessários. O agricultor tem que ser aberto ao uso e aceitação de novas tecnologias: quem não se modernizou corre o risco de não estar mais na agricultura no futuro, quem não fez isso no passado não consegue atingir bons índices de produtividade hoje e se não mudar a produção diminui”, diz Vilmar.

Quanto à expectativa para a safra o cooperado cita outro importante ponto da cooperativa que faz a diferença desde os primeiros cuidados com a atividade agrícola: a assistência técnica. “Nós realizamos os procedimentos e compra de insumos para a lavoura conforme a orientação técnica que recebemos da Bom Jesus. O grau de confiança é das duas partes, afinal Cooperativa X Cooperado tem que trabalhar juntos para melhorar os resultados e parceria, e no caso da lavoura em produtividade com a indicação correta e acompanhamento na questão de custo/benefício”, explica.

A produção de alimentos com sustentabilidade depende, em especial, da agricultura familiar. Mas, o esvaziamento e o envelhecimento do campo preocupam pesquisadores e a sociedade. Diante disso, os que escolhem o meio rural como modo de vida, principalmente os jovens, merecem assistência e reconhecimento. “Trabalhava com meu pai e aos pouquinhos ele deixava a gente ter a própria roça, incentivava a gente a trabalhar na lavoura. Tenho três filhos e gostaria que eles continuassem no campo, por isso desde pequenos os incentivo para ficarem. Dói ver muitos jovens saírem do campo e trabalharem na cidade sendo que poderiam ter a própria renda na propriedade rural. Mas por às vezes pai e filho não se acertarem no trabalho quando isso acontecesse mata a sucessão familiar. Para que o filho permaneça na propriedade é muito importante o entendimento e também que ele tenha participação nos lucros do negócio”, comenta o cooperado.

A sucessão familiar é apontada por diversos especialistas como uma das principais saídas para que a produção de alimentos não seja interrompida por falta de mão de obra no campo. Na Região Sul do país, onde as pequenas propriedades são maioria, e muitas delas são ligadas a cooperativas, o trabalho para garantir a sucessão começou há alguns anos. Vilmar diz que é preciso as famílias abordem alguns pontos importantes nessa questão. “O primeiro é que o produtor aceite o filho ou a esposa como participante real do planejamento e do resultado da propriedade. As decisões devem ser tomadas em conjunto. Aqui a minha esposa participa de todas as decisões antes de fecharmos qualquer negócio”.

Cooperativa X Cooperado

“Ser cooperado é diferente de ser cliente. Você tem participação nos lucros da empresa, por meio do Capital Social, tem poder de decisão e todos os anos é realizada a AGO – Assembleia Geral Ordinária, onde você fica por dentro do que aconteceu durante o ano anterior e como foi o resultado da cooperativa. Isso é uma segurança que não se encontra tão fácil por aí”, finaliza Vilmar, que já foi integrante do Conselho Fiscal por cinco gestões e hoje faz parte do Conselho Administrativo. Junto com a esposa Luciane também participou do grupo de jovens da Bom Jesus.

Cooperado Vilmar Opalinski e o colaborador da Bom Jesus Mateus Svidnicki.

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