• Felipe Andrade

ENTREVISTA I - Baggio comenta sobre o Plano Safra


No dia 12 de março, o Diretor Presidente da Cooperativa Bom Jesus, Luiz Roberto Baggio, participou de várias reuniões no Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas Paranaenses) para tratar de diversos assuntos, entre eles: Plano Safra e Código Florestal. Estiveram presentes representantes do Ministério da Agricultura e diversas cooperativas brasileiras. Em entrevista ao programa de rádio Bom Dia BJ, da Cooperativa Bom Jesus, comentou sobre as tratativas.

BOM DIA BJ - Presidente, quais propostas foram levantadas pelas Cooperativas em relação ao Plano Safra?

BAGGIO - A Ocepar e a OCB, o ramo agro o qual eu coordeno em nível nacional, nos debruçamos em cima disso desde mês de janeiro, cada virada de ano, nos sentamos e vemos as necessidades de recursos linha de credito, taxa de juro, uma serie de fatores que compõe esse plano, para dai então resumi-lo em propostas todo esse estudo técnico, e essas propostas são encaminhadas ao ministério da agricultura que é o ministério que coordena dentro do governo, a iniciativa do plano, e gostaria de lembrar a todos e nos ouvem um pouco da retorica disso, isso não passa so para o ministério da agricultura, ele tem que ser debatido e discutido, no ministério da fazenda, em função do impacto orçamentário da união, ele é discutido junto ao banco central, em função da negociação de taxas de juros para o novo plano e o impacto que isso vai vem dar no que diz respeito a recursos para a equalização de taxas, ele é discutido junto ao planejamento, e a casa civil, então, para quem acha que um plano safra você senta com o ministério da agricultura como fizemos na segunda feira e ajusta, essa é a parte mais fácil que tem, o ministério da agricultura em tese a nosso favor, mais nos temos uma serie de negociações junto as áreas do governo para poder caminhar isso. Basicamente, para os agricultores terem uma noção, nos estamos solicitando ai os recursos totais de credito geral, na ordem de 200 bilhões, e que isso precisa expandir, nos temos um enfrentamento hoje da limitação do governo. O governo tem uma pec 95, que limita gastos e ele não pode alocar muitos recursos, nas diversas áreas, o governo está sem grana, esta limitado. E também a discussão maior é sobre a taxa de juro, a taxa Selic tem caído, tem reduzido e nos pleiteamos que as taxas de juro para a agricultura também reduza o que não esta fácil, porque, de novo o governo não recurso para equalizar, para pagar a diferença de taxa, então se você entra nessa negociação na área econômica, do ministério da fazenda, do banco central, eles querem manter isso da taxa Selic para cima, porque isso economiza recursos para o governo, e a alegação do governo é que existe muito recurso engessado sou seja já comprometido com a equalização futura, porque os financiamentos feitos de investimento MODER AGRO, MODER INFRA, MODER FROTA, eles tem longo prazo, e ao longo desse prazo eles tão ai com taxas de juro muitos deles se vocês lembram foram contratada á 3%, 2%, á 4,5% então engessam de recurso, agora o governo alega que não tem mais para expandir, então essas foram as principais negociações dessa reunião. Uma discussão muito aprofundada, no que diz a respeito a taxas de juro e ao que diz respeito ao volume de recurso. Uma terceira negociação do plano, que eu reporto de muita importância, é a subversão do premi e recursos para seguro rural, nos ainda não temos nesse país um seguro rural eficiente, nos não temos seguro de renda, o agricultor trabalha se esforça, mantem esse pais, puxa as exportações, carrega o pais nas costas sem proteção, esta é a grande verdade, a agricultura é um negocio de alto risco, e que não encontra nem um respaldo por parte do governo, em um seguro, como nos exigiríamos e precisaríamos para a agricultura. Eu falei das taxas de juro do plano, a gente esta preiteando que reduza de 8,5% as taxas para 5,5%, esta é a proposta em torno de taxa de juro, mantenham as linhas que é o PRONAMP, MODER AGRO, INOVA AGRO, MODER FROTA, os planos de construção de armazéns, importantíssimo, manter também os recursos de prazo de investimento das cooperativas, que estão concentrados no Prod COOP, e gestão de risco rural também em todas as linhas que temos, PRO AGRO, PSR, etc, são as linhas que estamos discutindo, em todas a gente tem puxado a necessidade da taxa, gravita em torno de 5% á 5,5%, não sei se vamos conseguir, porque hoje a Selic em 6% á uma discussão grave nisso, a redução seria importante para o produtor, mas nos temos essa limitação.

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