• Felipe Andrade

Produtores já fazem a contratação do Plano Agrícola 2018/19


No primeiro mês do calendário agrícola safra 2018/2019, agricultores tomaram junto aos bancos R$ 11,65 bilhões, 48% a mais do em julho de 2017 (R$ 7,9 bilhões). Os empréstimos que registraram maior aumento na contratação foram os destinados ao custeio, quando os produtores se preparam para o plantio da safra agrícola. Essas operações atingiram R$ 8,37 bilhões ante R$ 5,23 bilhões da temporada anterior, em alta de 60%.

Os financiamentos para investimento também cresceram, saltando de R$ 1,42 bilhão em julho de 2017 para R$ 1,46 bilhão neste ano, com acréscimo de 3%. Os programas de investimento apresentaram expressivo aumento, mais do que dobrando o volume de recursos contratados, sendo que o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) aumentou de R$ 1 milhão para R$ 27 milhões.

As contratações de industrialização (agroindústrias, como de processamento) saíram de R$ 4 milhões para R$ 57 milhões. Os empréstimos de comercialização registraram 6% de aumento. Essa rubrica cresceu de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,25 bilhão.

No que se refere às fontes de financiamento, os recursos oriundos da poupança rural aumentaram em todas as finalidades, sendo de 58% no custeio, 37% na comercialização e 30% nos investimentos. E os recursos obrigatórios reduziram 29% para o custeio e aumentaram 23% para comercialização.

Os recursos das LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio), direcionados para o crédito rural, tiveram redução de 47%, passando de R$ 1,5 bilhão para R$ 805 milhões.

O desempenho positivo das contratações de crédito rural na atual temporada resultou em desembolso relativo de 6% referente ao total dos recursos disponibilizados pelo Plano Agrícola e Pecuário 2018/19 (R$ 191,1 bilhões).

Os dados constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da atual safra, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Conforme repassadas pelo Sicredi, as taxas de Pronaf, ou seja, para quem possui a DAP, estão entre 2,5% (para feijão, trigo e milho até R$ 20mil) à 4,6% ao ano (para soja); já para Pronamp é de 6% ao ano; e demais modalidades em 7,5% ao ano.

Fonte: Noticias Agrícolas e Sicredi.

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