• Felipe Andrade

COLHER MAIS II: João Pascoalino, do CESB, comenta sobre fatores para incremento de produtividade


No dia 4 de julho, durante o evento Colher Mais, parceria Cooperativa Bom Jesus, Timac Agro e Syngenta, uma das palestras realizadas foi com João Pascoalino, Coordenador Técnico do CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil), na qual destacou a importância de um bom manejo para chegar a grandes produtividades. João realizou uma entrevista com a equipe de Comunicação da Bom Jesus.

Comunicação – É de grande importância as altas produtividades e o trabalho do CESB no Brasil, gostaríamos de saber qual a importância do CESB e a análise para altas produtividades?

João - Obrigado pela oportunidade de expor um pouco o nosso trabalho. O Comitê Estratégico vem desenvolvendo trabalho pelo Brasil a mais de 10 anos. É uma entidade sem fins lucrativos que trabalha em prol de altas produtividades e é financiada pelas organizações do setor agro que nos mantém ativo nesse trabalho, que eu considero muito nobre. Dentro deste contexto, o ambiente de altas produtividades, nada melhor que falar sobre a construção de um ambiente de alta produtividade, que envolve os fatores produtivos, mas antes tem que conhecer o ambiente de produção, o ambiente que nós temos em mãos. Então em resumo do que conversamos com os produtores, consultores e pessoas do gênero, é fazer um diagnóstico do sistema produtivo, que vai nos dar embasamento de resultados, interpretações e tomada de decisões assertiva. Aí sim damos o passo, de grande start, para construir um ambiente de alta produtividade. E os principais fatores dentre eles não podemos esquecer a qualidade de semente, qualidade de semeadura, nutrição foliar, manejo fitossanitário e aí sim a gente trabalha ou pelo menos vai caminhar para a máxima produtividade.

Comunicação - Uma das grandes temáticas que vimos foi que numa lavoura 50% é clima, na qual o produtor não pode interferir, mas outros 50% está na mão do produtor, e tendo um clima bom ele vai conseguir maiores produtividades. Como é esse estudo?

João - Exatamente, o clima equivale a 50%. É um cálculo que não é um valor absoluto, porque ele pode ser alterado dentro do sistema ano safra, então nós temos outro 50% que é tangível que está em nossas mãos. Quais são os outros 50%? Solo, planta e manejo. Então se nós temos a assertividade no manejo desses três itens nós conseguimos diminuir a importância do clima no sistema produtivo, de 50% para 45%, de 45% para 40%, e assim sucessivamente de forma decrescida. O que para nós é extremamente importante pois a gente tira a expressividade do clima dentro do sistema produtivo, estou falando nada mais do que preparar a planta para suportar condições de estresse. E como que a gente prepara a planta? Construindo um perfil de solo com propriedades físicas, químicas e biológicas, e trabalhando os outros fatores que foi citado aqui, qualidade de semente, nutrição de plantas, qualidade de semeadura, manejo fitossanitário, e aí a questão do grande objetivo nosso que é o aumento da produtividade da soja e pensando não só em soja, mas no sistema produtivo como um todo.

Essa visão de se obter um melhor manejo nas propriedades é que norteia o trabalho técnico da Cooperativa, visando ao produtor cada vez mais produtividade safra após safra. (Fotos: Tatiane Figura / Cooperativa Bom Jesus)

Público acompanhou com atenção a palestra de João Pascoalino.


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