• Assessoria Cooperativa Bom Jesus

CHOVEU, hora de turbinar o crescimento do pasto com Nitrogênio e aproveitar ao máximo o azevém


Nos últimos meses passamos por um período de estiagem bastante severo e desafiador para os produtores na maior parte do Sul do Brasil. Nas duas últimas duas semanas houve retomada das chuvas. Essa é uma oportunidade importante para acelerarmos o crescimento e aumentarmos a produtividade dos pastos para diminuir o vazio forrageiros de outono e aliviar a utilização de alimento conservado, que foi bastante intenso na maioria das propriedades.


Os azevens de ciclo longo como Barjumbo, Maximus, Potro, entre outros, com frio e umidade se destacam em produtividade e qualidade. Apresentam grande capacidade de taxa de acúmulo (próximo de 500 kg de MV/ha dia) e produtividade (entre de 8 – 12 toneladas de MS/ha). Dessa forma, a produção dessas cultivares são suficientes para atender a necessidade de 3-4 vacas lactantes por/ha durante o período de pastejo, com dietas exclusivamente de azevém, e 6-10 vacas lactantes/ha quando é utilizado suplementação com silagem e concentrado, sistema mais difundido no Sul do Brasil.


A resposta produtiva do azevém por kg de N aplicado fica próximo de 30 kg de MS/kg de N. Podendo ter grande variação em 50% para mais ou menos em função de fatores como manejo do pasto, umidade disponível do solo, deficiência de outros nutrientes, etc. De qualquer forma, a adubação nitrogenada em forrageiras com alto potencial produtivo é altamente lucrativa para os produtores, principalmente para quem necessita fazer suplementação proteica para balanceamento da dieta, pois o custo por kg de MS de azevém está próximo de R$ 0,80 enquanto o custo do kg de proteína de farelo de soja está próximo de R$ 3,55.


Ainda mais significativo, a relação de troca entre aplicação de N e receita em leite é de aproximadamente 8-12:1, ou seja, para cada 1 real investido em nitrogênio e obtido 8 a 12 reais em receita de leite pelo acréscimo de produtividade de azevém. Para produção de gado de corte esta relação normalmente está entre 3-4:1. Esses resultados se mantêm constante em aplicações com até 250-300 kg de N/ha para azevens de ciclo longo e com elevada produtividade. Dessa forma, uma estratégia que costuma funcionar muito bem é aplicar 70 kg de N/ha quando a planta iniciar o perfilhamento (20-30 dias após implantação), e mais 50-70 kg de N a cada dois pastejos.


Para obtermos resultados expressivos em sistemas de pastejo o manejo correto do pasto é fundamental. Neste sentido dois fatores principais devem ser respeitados, são eles:


  • Não deixar o azevém passar da altura de 25 cm para realizar o pastejo. Azevens tetraploides normalmente são mais prostrados (deitados) e se não forem pastejados podem acamar, havendo perda de forragem e comprometimento do rebrote;


  • Retirar os animais da área de pastejo quando a altura do resíduo atingir 8 – 10 cm. Quanto mais severo é o pastejo, menor será a área foliar residual para a planta realizar fotossíntese e mais prolongado será o tempo para área poder novamente ser pastejada. Além disso, manter animais em áreas com baixa oferta causam a compactação do solo e a perda de desempenho dos animais devido ao excesso de caminhamento pela área e baixa taxa de consumo (consomem pouco por tempo de pastejo). Percebam que não há necessidade se atingir a altura de 8 ou 10 cm. Caso começar haver sobra de pasto, é fundamental respeitar a primeira premissa de não deixar o pasto passar de 25 cm de altura e, se for necessário, os animais devem sair do piquete com 15 cm, por exemplo, para não deixar o próxima área passar do ponto ótimo. Nestes momentos é bastante vantajoso diminuir a suplementação no cocho (para aumentar o consumo de pasto) ou cortar parte do pasto e conversar como feno ou silagem de pré-secado.


Respeitando o manejo das plantas e fazendo uma boa adubação de cobertura são as práticas mais básicas de melhor resultado para um ótimo desempenho do rebanho e do pasto.


A Atlântica Sementes/Nuseed trabalha com azevéns mehorados a mais de 15 anos no Brasil e convive juntamente com os produtores as sazonalidades do setor pecuário. Por este motivo, desejamos uma ótima safra de inverno e sucesso para todos os pecuaristas.


Para mais informações consulte a equipe técnica da Cooperativa Bom Jesus.

Eng. Agr. Steben Crestani

Desenvolvimento de Produto

Nuseed Atlântica


ENTRE EM CONTATO

Rodovia do Xisto, Br-476,Km-198, s/nº - Olaria

Lapa/PR 83.750-000  Fone: (41) 3622-1515

bomjesus@bj.coop.br

 ©‎ Todos os direitos reservados | Cooperativa Agroindustrial Bom Jesus - Tradição, Respeito e Constante Evolução