• Assessoria Cooperativa Bom Jesus

COOPERADO - "Qualidade sempre em primeiro lugar", afirma Berthold, de Palmeira


Na foto tem Daniel, consultor Timac; Charles Branco, consultor Bom Jesus; e o cooperado Berthold Warkentin (Foto: Arquivo Charles Branco)

A vida de um produtor rural não é fácil. Todos os dias para ser gestor da sua propriedade ele tem que pesquisar as melhores formas agronômicas ou pecuárias para avançar em produtividades, ser meteorologista, entender de mercado financeiro, bolsa de valores, valor do dólar, commodities agrícolas, política e seus impactos na atividade, mecânico etc. Enfim, um monte de informações para tomar atitudes sobre o que fazer em um ano agrícola. Para isso parcerias sérias auxiliam para bons resultados.


Na propriedade do Sr. Manfredo Rosenfeld na Colônia Witmarssum, em Palmeira, o seu genro, Sr. Berthold Warkentin, é sócio há 8 anos da Bom Jesus e os dois atuam na propriedade com dois tipos de trabalhos: agrícola e pecuário. Com 150 hectares para produção, na Sede possui 90 hectares na qual produz milho silagem, soja e feijão no verão, além de aveia e azevém no inverno, e na pecuária atua com um plantel de aproximadamente 450 animais, com predominância da raça holandesa. Segundo Sr. Berthold, na história “a propriedade foi adquirida em 1982 com a ideia de ser uma propriedade de leite, onde que mais tarde nós adquirimos mais duas propriedades que ajudaram na sustentação da atividade leiteira”, afirma.


O planejamento é importante para a atividade, principalmente quando se tem as duas vertentes, o agrícola e o pecuário. Se tratando em específico da pecuária, Sr. Berthold está realizando na propriedade uma média diária de 6.500 litros de leite, mas sua meta é atingir 10.000 litros e ir além. Para ele “em primeiro lugar aumentar a média por animal, melhorar um pouco mais a genética, mas que ela fosse uma propriedade de referência, que as pessoas pudessem vir aqui e ver o que melhorou, o quanto melhorou em todos os setores, na produção de leite, na produção de grãos, na melhoria do solo, que ela fosse uma referência em todos os sentidos e em bem estar dos animais”, fala o produtor que pensa no futuro da propriedade.


Essas metas podem ser alcançadas pois tem todo um planejamento sendo seguido. Para Charles Branco, consultor técnico da Cooperativa Bom Jesus em Palmeira e que atende o cooperado, “é importante falar que tem um planejamento em dois momentos importantes: a gente conversa no mês de maio para fazer todo o planejamento de verão aonde define o cronograma, assim definimos quantos hectares destinamos para silagem e, pensando também em manejo de solo, a gente destina de 20 a 30 hectares por ano, dependendo da quantidade de vacas em lactação, aonde faz soja e feijão. Em fevereiro é conversado sobre a questão de pastagem”. Charles também destaca que “na propriedade é muito aberto para sugestão, a gente não inventa números, vamos em busca de informação, dados etc. Com os dados de análise de solo da propriedade é feito toda a recomendação para ter um número assertivo. Tem que ter planos, não fazer de qualquer jeito, a gente faz todo um cronograma e um planejamento”, afirma.

(Foto: Arquivo Charles Branco)


Para o gerente da unidade de Palmeira, Luiz Fernando Mol, na qual iniciou o trabalho de assistência técnica há 6 anos na propriedade, “no início começamos aos poucos e com sugestão de correção de solo. Depois começamos fazer a sugestão de feijão pós milho, depois de milho silagem pós feijão, com isso a propriedade foi ficando mais rentável. Ele conseguiu nas mesmas áreas produzir mais, investindo em tecnologia, em correção de solo e seguindo as sugestões e recomendações da Bom Jesus e com isso obter melhores resultados, padronização das culturas”. Com uma adubação com tecnologias mais avançadas e o aproveitamento das áreas com mais culturas em um ano agrícola, foi melhorando a rentabilidade da propriedade. Para Fernando “eles (Manfredo e Berthold) conseguiram melhorar e produzir mais com a mesma quantidade de área, isso foi uma satisfação, porque muitas vezes esse custo de silagem tem que tirar dinheiro do leite. Com essa otimização das áreas, com soja, milho e feijão, por exemplo, ele consegue muitas vezes com a renda dessas culturas pagar todo o custo da silagem de verão e até mesmo de inverno, então isso fez com que a propriedade se tornasse muito mais rentável. Essa parceria, essa troca de informações conjunta, conversar duas vezes por ano para fazer o planejamento, esse aceite da parte do cooperado de ouvir sugestões e mesmo a gente entender a necessidade de produtividade e silagem que precisa, conseguiu otimizar essas áreas e ter uma rentabilidade muito maior dentro da propriedade, com as mesmas áreas existentes”.


Essa abertura de tecnologias na propriedade se faz pelo papel que o produtor exerce nela e que pensa em melhorar o seu desempenho. Sr. Berthold diz que “a gente está aberto para novas tecnologias, ver no vizinho o que deu certo, participar de reuniões como dia de campo, participar de cursos e aproveitar toda tecnologia que existe e o que tem para a gente, não se frear (mas sim) entender ela, e dela ser possível para aplicar na propriedade” afirma. O cooperado também tem outros planos para a propriedade num futuro próximo com a produção do leite tipo A, para ele “o leite tipo A, onde é o leite que pode ser envazado que é produzido na propriedade, não pode pegar de outros, a princípio a gente vai produzir só o leite e o creme, mas já daqui um ano vamos fazer os produtos também, como doce de leite e iogurte, e a gente continuar tendo a mesma referência da qualidade do leite que já tivemos a anos atrás, quando a gente envazava leite de pacote. Realmente, a qualidade sempre em primeiro lugar”.


Charles destaca que “temos a propriedade toda ela separada por talhões e todo ano é feito e, claro dependendo do volume de silagem que precisamos no ano, a gente tenta todo ano fazer uma rotação de cultura, para buscar melhorar a fertilidade de solo e a questão de produtividade”. Com essa dedicação do produtor, Charles destaca que “o exemplo aqui é que fazemos um trabalho de 6 anos que sempre foi investido cada vez mais em tecnologias, fomos melhorando as variedades, adubações etc. Por que a gente fez essa melhoria? Para buscar resultados cada vez melhores. É o produtor estar aberto para melhorar, sempre um ano melhor que o outro”, afirma.


A qualidade e a dedicação na propriedade fazem grandes diferenças em resultados. Com o apoio da assistência técnica da Bom Jesus e a abertura para novas tecnologias, o planejamento para buscar novos patamares de produtividades é importante a cada safra e esse estabelecimento de metas para dar um rumo em direção ao sucesso da propriedade é importante. Este é o papel da Cooperativa, orientar, auxiliar e promover os melhores manejos para buscar outros patamares de produtividade.


Confira essa matéria e fotos na Revista Bom Jesus, edição 180. Versões digital e impressa.


Berthold e Charles. (Foto: Arquivo Charles Branco)