• Assessoria Cooperativa Bom Jesus

MILHO: a importância da rotação de culturas


(Foto: Tatiane Figura/Dia de Campo/Cooperativa Bom Jesus)


A crescente demanda mundial por alimentos e fibras impõe uma constante pressão sobre as áreas agrícolas e recursos naturais, direcionando a agricultura moderna para sistemas de produção que garantam a elevação da produtividade das culturas e reduzam os impactos negativos sobre esses recursos. Nesse sentido, algumas práticas agrícolas, envolvendo o manejo do solo, a adubação verde, a adubação orgânica, a rotação e a sucessão de culturas, entre outras, passam a ter maior importância.

Conforme orientações da Embrapa e estudos já realizados pela Cooperativa na região, a rotação de culturas consiste em alternar, anualmente, espécies vegetais numa mesma área agrícola. As espécies escolhidas devem ter, ao mesmo tempo, propósitos comerciais e de recuperação do solo. As vantagens da rotação de culturas são inúmeras. Além de proporcionar a produção diversificada de alimentos e outros produtos agrícolas, se adotada e conduzida de modo adequado e por um período suficientemente longo, essa prática melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo, auxilia no controle de plantas daninhas, doenças e pragas, repõe a matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos e ajuda a viabilização do Sistema de Semeadura Direta e dos seus efeitos benéficos sobre a produção agropecuária e sobre o ambiente como um todo. Além disso, a rotação de culturas viabiliza uma melhor utilização de máquinas e equipamentos, reduzindo o custo do capital imobilizado do empreendimento agrícola, ou sejas, da degradação do imobilizado.

Para uma rotação de culturas há a necessidade de se introduzir no sistema agrícola outras espécies de preferência gramíneas, como o milho, a pastagem e outras para equilibrar melhor o ecossistema agrícola. Um esquema de rotação deve ter flexibilidade, de modo a atender às particularidades regionais e às perspectivas de comercialização dos produtos. Além disso, as espécies vegetais envolvidas na rotação de culturas, devem ser consideradas do ponto de vista de sua exploração comercial ou destinadas somente à cobertura do solo e adubação verde.


A cultura do milho, de ampla adaptação às diferentes condições, tem ainda a vantagem de deixar uma grande quantidade de restos culturais, que, uma vez bem manejada, pode contribuir para reduzir a erosão e melhorar o solo. Desta forma, sua inclusão em um esquema de rotação é fundamental. A sustentabilidade de um sistema de produção não está apoiada apenas em aspectos de conservação e preservação ambiental, mas também nos aspectos econômicos e comerciais. No início do sistema de plantio direto, é importante priorizar a cobertura do solo, principalmente se as áreas apresentarem um certo grau de degradação. Para isto, onde for possível, as culturas de milho e de aveia, integradas de forma planejada no sistema de rotação, proporcionam alto potencial de produção de fitomassa e elevada relação Carbono/Nitrogênio, garantindo a manutenção de cobertura do solo dentro da quantidade mínima preconizada e por maior tempo de permanência na superfície.


Para mais informações consulte os consultores técnicos da Cooperativa Bom Jesus. Essa informação estará na íntegra na Revista Bom Jesus.


(Texto base: Embrapa)

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