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PROTEÇÃO DE CULTIVOS - Lavouras de soja com sanidade em busca de altas produtividades


Foto: Carlos Klenki

A produtividade da cultura da soja depende de uma série de fatores positivos que combinados irão resultar em rendimentos satisfatórios na colheita. Muitos desses fatores não estão sob nossas mãos, como as condições climáticas, muito embora possamos minimizar seus efeitos com o manejo adequado. Outros fatores dependem do manejo da área realizado ao longo do tempo, como por exemplo, as características que conferem ao solo boa fertilidade, e o manejo que tendo grande impacto sobre o potencial produtivo da cultura e que está diretamente ligado à definição do quê, de quando e de como fazer uma série de operações de manejo, que já inicia antes mesmo de depositar as sementes da cultura no solo. Dentro dessas práticas vamos discorrer sobre uma de peso: as práticas de proteção da cultura contra as doenças, causa de perdas expressivas no rendimento da cultura, caso não sejam adequadamente controladas.


Várias são as doenças que incidem sobre a cultura da soja. Mas mesmo sendo muitas, algumas se destacam pelo potencial que apresentam em afetar negativamente sobre o rendimento da lavoura. O tratamento de sementes com bons fungicidas já é uma prática que auxilia eliminando ou reduzindo inóculo porventura presente nas sementes e oferecendo proteção à planta nos seus primeiros estágios de desenvolvimento.


Já as doenças que precisamos ficar atentos e fazer o manejo em momentos adequados, podemos destacar:


Oídio

Doença bastante comum em nossa região, pode incidir em praticamente todas as fases de desenvolvimento da cultura, mas que deve ser monitorada desde os primeiros estágios de desenvolvimento. Caracteriza-se por manchas brancas, que é o micélio do fungo, sobre a superfície das folhas, provocando além de consumo de nutrientes da parte afetada, a presença do fungo cobre a superfície da folha limitando sua capacidade de realizar a fotossíntese. Cultivares susceptíveis à essa doença podem sofrer perdas significativas em seus rendimentos. O controle dessa doença se faz com fungicidas específicos aplicados quando identificados os primeiros sintomas;


Doenças de final de ciclo

São doenças que, apesar do nome, normalmente incidem na cultura da soja já nos primeiros estágios de desenvolvimento da cultura. A septoriose e cercosporiose são as principais doenças que recebem essa denominação. São manchas foliares que incidem mais em áreas sem rotação de culturas, condição predominante nas últimas safras, provocando perdas expressivas nas safras com maiores precipitações ou condições de chuvas continuadas com temperaturas mais elevadas. A utilização de fungicidas adequados na fase vegetativa da cultura contribui para o controle dessas enfermidades.


Mofo branco

Também chamada de podridão de esclerotínia, é uma doença que depois de introduzida em uma área, passamos a ter que conviver e manejar adequadamente todas as safras. Algumas características tornam muito difícil sua erradicação. Primeiro por infectar uma série de plantas cultivadas e também plantas daninhas. E também por produzir estruturas de resistência chamadas de escleródios, que têm a capacidade de sobreviver na área por longos períodos, e que sob condições climáticas adequadas germinam e produzem esporos que infectam culturas comerciais e plantas daninhas susceptíveis. Na cultura da soja, em áreas com histórico de ocorrência, além de manejo biológico que pode ser empregado na entressafra, o início da fase reprodutiva deve receber atenção especial. Pelas características da doença, o manejo preventivo deve ser priorizado, pois após seu aparecimento o dano já está realizado. Perdas bastante expressivas têm sido observadas em algumas áreas e essas áreas devem ser adequadamente manejadas nas safras seguintes, pois pelo tipo de inóculo que deixam na área, podem se tornar cada vez mais frequentes. Nos anos de La Niña, onde períodos de chuvas tendem e ser seguidos por dias com temperaturas baixas, são os anos com maior potencial de incidência, pois chuvas e temperatura baixas são as condições climáticas ideais para que os escleródios germinem e produzam os esporos que poderão infectar a cultura. Práticas culturais como uma boa palhada de gramíneas recobrindo o solo de cultivo e espaçamentos mais amplos, evitando excesso de população de plantas, são práticas que auxiliam no manejo, reduzem a incidência a facilitam as práticas de proteção com a aplicação de fungicidas, sejam eles biológicos ou químicos;


Foto: Carlos Klenki

Ferrugem asiática

Doença da soja com um dos maiores potenciais de limitar a produção da cultura. Exige práticas preventivas de controle, e atenção diária com os informes dos monitoramentos realizados por vários órgãos e empresas que nos permitem identificar o início e a evolução dos casos. O monitoramento de esporos no ar e de casos identificados nos servem de alerta para realizar o manejo. Como principal característica, seus esporos conseguem viajar longas distâncias, especialmente pelos ventos e, chegando na lavoura, só são identificadas depois de algumas gerações do fungo, pois são lesões muito pequenas. A parte visível são os esporos nas lesões, que são minúsculos e numerosos, dispersos pelos ventos e que irão infectar principalmente outras folhas da própria lavoura, além de lavouras vizinhas e até distantes dependendo dos ventos incidentes. Para complicar um pouco mais, o fungo causador da doença tem ganhado força nas últimas safras se mostrando pouco sensível à vários fungicidas, com isso o avanço da doença em anos com condições favoráveis ao fungo causador. Medidas preventivas são importantes para evitar que o fungo se estabeleça na lavoura e o conhecimento técnico do manejo e fundamental para o manejo dessa doença.


Sabemos da importância da sanidade de uma lavoura para se atingir bons níveis de produtividade. Com esse objetivo, a Cooperativa Bom Jesus coloca seus técnicos à disposição dos produtores associados para que, em conjunto, se definam as estratégias de manejo e como implementá-las. O sucesso da atividade depende de acertos em todas as etapas do processo de produção. E esse deve ser o nosso objetivo.


Por Carlos Alberto Klenki, Engenheiro Agrônomo da Cooperativa Bom Jesus.

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