MILHO: Para reduzir preço, governo libera venda de milho para alimentação animal

30/05/2016

 Com o objetivo de reduzir o preço do milho, o Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) aprovou a venda direta de 160 mil toneladas de milho. Este é um dos itens que integram a pauta prioritária do cooperativismo brasileiro, entregue esta semana ao recém empossado ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, durante reunião que também contou com a presença do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. “Uma de nossas propostas era a venda imediata dos estoques públicos a fim de regular o mercado, pois este é um dos principais gargalos enfrentados por algumas de nossas cooperativas e que inibe sensivelmente a manutenção do ritmo de crescimento da atividade de integração, podendo colocar inclusive em check a viabilidade dos negócios de setores como suinocultura e avicultura”, comenta Márcio Freitas.

 

Urgência - Na semana passada, o ministro Blairo Maggi concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na qual reconhecia a urgência da medida: “Estamos numa crise de abastecimento de milho. Subiu tanto que os criadores de suínos e aves estão inviabilizados. Estão deixando de acomodar matrizes e daqui uns dias vai faltar carne. Precisamos tomar a decisão rápida de colocar o milho para os agricultores. Isso é uma atividade finalística do ministério, tirar milho de Mato Grosso para levar para Santa Catarina (onde estão os animais)”, exemplifica o ministro.

 

Beneficiários – De acordo com o Ministério da Agricultura, a venda direta dos estoques públicos do grão vai beneficiar principalmente pequenos criadores das regiões Sul e Nordeste, que usam o milho na alimentação dos animais. Os criadores compram o produto nos balcões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pelo preço médio de mercado na região. Atualmente, a Conab tem 902 mil toneladas do grão armazenado.

 

Farinha - Além do milho, o Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) também autorizou a venda 15,6 toneladas de farinha de mandioca e de 6,2 toneladas de fécula de mandioca. Esses produtos foram comprados no ano passado pelo governo, por meio de Aquisição do Governo Federal (AGF), para regular o preço de mercado. 

 

 

 

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