Agronegócio: retrospectiva 2016 e perspectivas 2017

O agronegócio continua salvando a pátria! 2016 foi um ano muito turbulento no Brasil e no mundo. Apesar do setor não estar blindado com o que ocorre na economia brasileira e mundial, continuou atendendo as necessidades dos brasileiros e das pessoas de todo o mundo quanto as demandas por alimentos, fibras e agroenergia. E as perspectivas são ainda mais promissoras para 2017: o agro deve liderar o início da retomada econômica do Brasil. Espera-se que novos mercados sejam abertos no exterior para os produtos brasileiros. O desempenho do Brasil será melhor que a média mundial até 2026, aumentando a participação do País no mercado global.

 

Retrospectiva 2016

No agronegócio, o Brasil sobreviveu em 2016. O clima prejudicou a produção, com chuvas em excesso ou falta devido ao El Nino. Mas os investimentos começaram a ser retomados. E as inovações se fizeram mais presentes: foram 76 startups atuando, frente a apenas nove em 2015. O valor da produção foi de R$ 523,6 bilhões de reais, 5% a mais que em 2015.

 

Produzimos 186 milhões de toneladas de grãos (10% menos que em 2015), continuamos a exportar soja, milho, citros, café, açúcar, carnes (frango, boi e suínos), frutas, celulose/papel, tabaco etc. O agro foi responsável por 38% das exportações, contribuindo para o equilíbrio da balança comercial (saldo de US$ 72 bilhões). O PIB do agro cresceu 3% em 2016, frente a retração de 3,5% do PIB do Brasil. Houve retração no consumo de alimentos. O consumo de fertilizantes aumentou mais de 11% em relação a 2015.
 


Perspectivas 2017

Para 2017 as previsões são positivas. A safra de grãos deve chegar a 213 milhões de toneladas (novo recorde), com aumento de 26,5 milhões de toneladas (+ 14,2 %) em relação a 2016; a área cultivada será de 59,2 milhões de ha (aumento de apenas 1,4% em relação a 2016). A produtividade média de 3.6 t/ha (aumento de 13% em relação a 2016) será a grande responsável pelo bom desempenho das safras. Destaque para as culturas de milho e feijão, com crescimento de 26% e 23%, respectivamente. O MS e o MT continuarão se destacando como os estados com maior aumento da produção (22% e 21%, respectivamente).

 

O Brasil continuará sendo o segundo maior produtor (recorde de 102 milhões de toneladas) e primeiro exportador de soja do mundo e o terceiro maior produtor e segundo maior exportador de milho do mundo. A produção de açúcar e carnes (frango, bovina e suína) continuarão a se expandir entre 2 e 5%. A safra de laranja em São Paulo e Minas Gerais deve alcançar 244 milhões de caixas (40,8 kg), apesar da ocorrência do HLB (greening).

 

A produção de cana deve chegar a 694,5 milhões de toneladas (4% a mais que em 2016), numa área de 9,1 milhões de ha (5,3% a mais que em 2016). A produção de café deve ser 51,4 milhões de sacas (18% maior que 2016), ocupando área de 2, 2 milhões de ha. O VBP da agropecuária deverá ser de R$ 552,5 bilhões em 2017, 5,5% a mais que em 2016. As lavouras vão contribuir com R$ 365 bilhões (66%) e a pecuária com R$ 187,5 bilhões (34%). O PIB do agro deve crescer 2% a 3,8%, frente a 0,5% do PIB Brasil.

Assim, é fundamental que todos os segmentos reconheçam o valor e a importância do agro para o Brasil e para o mundo e apoiem os produtores rurais e os profissionais do agro em suas reivindicações. Os gargalos do agro, como as legislações trabalhista e ambiental, os problemas de infraestrutura e logística, questões fundiárias, seguro e financiamento, defesa agropecuária, ensino, pesquisa e extensão devem ser priorizados.

 

 

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