Planejamento, o pulo do gato na pecuária de leite

Propriedade que tem todos os dados computados consegue traçar estratégias com maior racionalidade e maximizar seus lucros.

 

Produtores de leite costumam ouvir, de técnicos e especialistas em gestão, a mesma pergunta: “Você faz planilha?” Simples, a prática de armazenar informações da fazenda é o primeiro passo para qualquer pecuarista se programar a médio e longo prazo. É a partir do “hábito” de colocar dados de custos de produção e de índices zootécnicos que o produtor consegue se organizar e traçar metas para o futuro da propriedade e dos negócios.

 

A recomendação ao produtor é preencher fichas de campo, com as chamadas ocorrências zootécnicas (partos, coberturas, peso e nascimentos); econômicas (gastos e receitas), e climáticas (regime de chuvas e temperaturas máximas e mínimas). Isso ajuda a detectar eventuais focos de prejuízo e a elaborar um planejamento estratégico para o descarte de animais.

 

Um erro comum dos produtores é investir em um aumento de rebanho e da área de pastagem sem conhecer a eficiência do pasto já existente.

Pesquisadores da Embrapa concordam. “Normalmente, o item que representa o maior custo na atividade leiteira é a alimentação do rebanho. Com isso, é imprescindível ter em mãos indicadores, que permitam medir a eficiência do sistema de produção, como a taxa de lotação das pastagens, que é resultante do número de vacas em lactação dividido pela área (em hectares) destinada a essa categoria, e a produtividade das pastagens, que é a produção anual de leite em relação à área total do sistema produtivo. Muitas vezes, o que se precisa é realizar uma adubação, e não aumentar a área”.

 

Para administrar uma propriedade leiteira de forma profissional é preciso, em termos de gestão, implementar o ciclo PDCA (Planejamento, Desenvolvimento, Controle e Avaliação). “É o ciclo completo da gestão que começa no planejamento e vai até a avaliação e retroalimentação do planejamento do próximo ciclo. Existem vários cursos de gestão que o produtor pode e deve fazer, tomando a atividade como um bom investimento e aplicar seus conceitos”, dizem os pesquisadores da Embrapa.

 

 

 

 

 

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