México quer comprar grãos do Brasil

 

 

Pais tem interesse em diversificar fornecedores de arroz, milho e soja.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação do México (Sagarpa) organizaram uma rodada de negócios entre empresas brasileiras e mexicanas em São Paulo. Os mexicanos têm interesse em diversificar os seus fornecedores de arroz, milho e soja e o Brasil é um grande produtor desses grãos.

 

O Mapa foi representando na reunião pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. A delegação mexicana tinha representantes de empresas responsáveis por mais de 70% das importações desses produtos. Os empresários brasileiros que participaram do encontro tiveram oportunidade de oferecer seus produtos e detalhar a condição de fornecimento.

 

Na missão de três dias ao Brasil, Raúl Urteaga, coordenador geral de assuntos internacionais do Ministério da Agricultura do México, disse que o principal objetivo da visita é acelerar os contatos comerciais entre os dois países, como parte de esforços mais amplos para diversificar os laços comerciais do México com outras nações além dos Estados Unidos.

 

"A principal razão para a missão desta semana é procurar fornecedores brasileiros de grãos", disse Urteaga.

O México quer substituir fornecedores de milho, principalmente norte-americanos.

Um objetivo no longo prazo é aprofundar um acordo de cooperação econômica entre o Brasil e o México.

 

"Ambos os lados estão buscando um melhor acesso aos mercados um do outro", disse Urteaga sem detalhar sobre qualquer negócio fechado.

A visita mexicana coincide com as próximas negociações para mudar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e evidencia as preocupações do México sobre uma possível revisão do pacto com o Canadá e os Estados Unidos.

 

As exportações do México com origem no campo, que vão da cerveja à carne e tequila, somam cerca de 30 bilhões de dólares por ano, com os EUA comprando 78 por cento do total, disse Urteaga.

A indústria avícola mexicana utiliza cerca de 10 milhões de toneladas de milho e 3 milhões de toneladas de farelo de soja como ração animal por ano, disse César Macías, chefe da União Nacional de Avicultores, que também está na delegação.

 

O México não produz o milho em volume suficiente para alimentar suas criações, e uma abertura para outros mercados poderia acabar com a condição dos EUA como fornecedor prioritário.

 

A ração representa cerca de 70 por cento dos custos de produção de frango e ovos, disse ele.

"O comércio com os EUA é muito eficiente por causa da infraestrutura existente, mas acreditamos que o Brasil também pode ser competitivo, especialmente se puder enviar eficientemente a produção a partir de seus portos do norte", disse Macías.

 

A delegação mexicana ficou no Brasil até sábado (13/05) e visitou o Porto de Santos.


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