Tradição na lavoura – o companheirismo da família Buaski

08/01/2019

 

A família Buaski, da região do Mourão, em São Mateus do Sul, tem tradição em fazer lavouras e hoje com aparato técnico e com foco em tecnologias. Joel Portela Buaski e Sandro Portela Buaski são filhos de Silvestre Buaski, todos sócios da Cooperativa Bom Jesus. Na região eles atuam com o plantio de soja, milho e batata em cerca de 100 hectares.  

 

Para Joel Buaski “as variedades veem melhorando, ficando mais fácil e com orientações técnicas ajudam a dar mais ideias. Dependemos principalmente do clima e os detalhes como época de plantio, variedade da semente e fazer análise do solo a cada dois anos”, diz o cooperado. 

 

A batata (Solanum tuberosum L.) é a terceira cultura alimentar mais importante do planeta, e a primeira commodity não grão. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas consomem batata diariamente no mundo. Sua produção mundial anual supera 330 milhões de toneladas em uma área de 18 milhões de hectares. No Brasil, a batata é a hortaliça mais importante, com uma produção anual de aproximadamente 3,5 milhões de toneladas em uma área de cerca de 130 mil hectares. De acordo com Associação Brasileira da Batata (ABBA), o agronegócio da batata envolve em torno de 5 mil produtores em 30 regiões de sete estados brasileiros (MG, SP, PR, RS, SC, GO e BA). Na região de abrangência da Cooperativa Bom Jesus, destaque para as regiões de Contenda, Balsa Nova, Lapa e São Mateus do Sul.  

 

Na cultura da batata Joel afirma que começou cedo com o trabalho e analisa o mercado atual. “Começamos a plantar batata desde criança. O mercado hoje está difícil, com a economia do país, mais estamos tendo uma alta produtividade e qualidade que conta muito. O clima nos favoreceu com bastante chuva e a assistência técnica, como um trabalho foliar na cultura”, afirma o cooperado, que colheu cerca de 1.500 sacas por alqueire. 

 

A família faz parte do Projeto Alta Performance, que visa aumento de produtividade e rentabilidade aos cooperados da região. Para ele a soja é um grande aliado em prol da rentabilidade. “A produtividade da soja vem crescendo bastante, cada ano vem melhorando as terras e produzindo mais, na última safra a média foi de 189 sacas por alqueire da área total e do Alta Performance 207 sacas por alqueire”, diz o cooperado destacando o trabalho técnico para aumento de produtividade nas áreas, com adubo de base e foliar.  

 

Celso Ronaldo de Paula, técnico da Cooperativa Bom Jesus e que atende a família, destaca o companheirismo ao longo de tempos dos cooperados. “Em questão de sucessão familiar, o avô do Joel e do Sandro, o Sr João já era cooperado da Bom Jesus, o pai deles, Sr. Silvestre Buaski, também é. Os filhos também participando da Cooperativa”, afirma Celso.  

 

Outro fator importante é o Capital Social. Silvestre Buaski começou a receber 10% do seu Capital Social junto da Cooperativa Bom Jesus. “É uma ‘aposentaria’ mas que tem benefícios, comprando na Cooperativa os lucros do período farão a diferença lá na frente”, diz Joel.  Para Sandro Buaski, “trabalhar junto com a Cooperativa é uma parceria, dos dois lados, a Cooperativa é parceira na hora boa e na hora ruim e também a segurança que temos. Não podemos ficar na mão de um ou dois. E temos a garantia na Cooperativa que vamos receber”, e Celso complementa “a região onde não tem Cooperativa, o atravessador faz o preço que quiser”.  

 

Esse trabalho de assistência técnica, pensando na produtividade, rentabilidade e futuro dos produtores é um destaque para ser valorizado na região. A eficiência da Cooperativa no seu capital de giro, na boa relação com players de mercado e na qualidade de atendimento ao produtor são os diferenciais para trazer mais segurança aos cooperados. A família Buaski é cooperativista e exemplo de confiança no trabalho. 

 

 

 

 

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