Luiz Roberto Baggio participa de workshop para debater a ferrugem da soja

31/05/2019

(Foto: Assessoria/O Livre)

 

O elevado custo de controle da ferrugem-asiática (média de U$ 2,8 bilhões por safra), assim como as consequências da resistência do fungo causador da doença (Phakopsora pachyrhizi) aos fungicidas, a redução da eficiência desses produtos e as estratégias existentes para garantir a sustentabilidade da produção de soja permearam a discussão os dias 30 e 31 de maio durante o Workshop sobre a Ferrugem-asiática da soja: situação atual e desafios.

 

O evento coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Auditório Assis Roberto de Bem, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF) reuniu cerca de 90 representantes da cadeia produtiva da soja. Participaram do evento: Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de entidades do setor produtivo, além de representantes dos Órgãos Estaduais de Defesa Agropecuária dos principais estados produtores de soja no Brasil, conforme informação da Embrapa.

 

Luiz Roberto Baggio, Presidente da Cooperativa Bom Jesus, representou a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) durante o evento, disse “concordar com a importância da pesquisa para definir a calendarização da semeadura, mas entende que as particularidades de cada estado deveriam ser consideradas”, informou em matéria da Embrapa. A calendarização atual no Paraná exige que o plantio da oleaginosa seja até o dia 31 de dezembro. Baggio defende a flexibilização desse calendário de acordo com cada região, alongando o plantio até o dia 15 de janeiro, citando o exemplo da região sudeste paranaense na qual o clima influência no calendário de plantio de soja e, com isso, permite somente uma safra de uma cultura com o ciclo longo, e influência diretamente no plantio de feijão na região.

 

A Cooperativa Bom Jesus defende o interesse dos produtores locais e continua acompanhando este assunto junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Embrapa, na qual já se posicionaram a favor de fazer uma revisão no zoneamento agrícola.

 

 

Please reload